300 mil criadores: enquanto o mercado debate, a Unilever já reescreveu o jogo
Unilever opera com 300 mil criadores. O mercado ainda pergunta se creators funcionam; a diferença está em usá-los como mídia ou como construção de marca.

300 mil criadores. A maior empresa de bens de consumo do mundo reescrevendo seu playbook enquanto o mercado ainda debate se "creators" são coisa séria.
O que parecia arriscado em 2022 virou obrigação em 2026. Mas há uma diferença importante que a maioria não está enxergando.
Creators como mídia
A Unilever já está usando criadores como mídia: alcance, frequência, custo por atenção.
É legítimo. É eficiente. Funciona como qualquer outra alavanca de performance quando você precisa escala e previsibilidade.
Creators como marca
Mas o próximo passo é construção de marca.
Criadores constroem marca quando carregam o porquê de um produto existir. Quando a audiência deles já confia antes de ver o anúncio. Quando a recomendação não parece comprada, e sim conquistada no histórico do feed que aquela pessoa levou anos construindo.
Isso não se replica em escala através de um contrato. Se replica na profundidade da relação.
O que muda na prática
- Como mídia: CPM, views, alcance, volume
- Como marca: confiança, narrativa, pertencimento, recomendação que parece natural
As duas coisas podem conviver. O erro é tratar tudo como mídia e esperar efeito de marca.
Por que isso importa agora
As marcas que entenderam o papel real do criador estão construindo confiança para o mercado de amanhã.
Enquanto isso, parte do mercado ainda fica presa na pergunta "creators funcionam mesmo?". A Unilever já foi além. A pergunta agora é outra: você está usando creators para alcance ou para construir marca?
É isso que faz a diferença.